Inteligência Emocional

Inteligência Emocional 

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Quando pensei nesse artigo, imaginei a amplitude que a inteligência emocional tem na vida de uma pessoa e o quanto a utilização da mesma pode tornar a vida uma experiência de bem-estar e realizações.

O grande desafio está em identificar as emoções e saber que cada uma delas pode ser direcionada para alcançar as suas conquistas. Agora, o que é possível fazer para tornar essa utilização mais automática e disponível mais vezes no seu cotidiano?

Trata-se de uma oportunidade para realizar essa mudança de atitude. Podemos transformar os aspectos simples da vida, constantemente, a cada minuto, em eventos de grande significado, apenas utilizando favoravelmente a nossa inteligência. Afinal, somos movidos a várias emoções, seja no trânsito, em casa ao gerenciar os diversos interesses, no trabalho ao desenvolver atividades que agregam diversidades e sempre tentando manter o foco… Ufa!

São inúmeras as ofertas para o nosso desenvolvimento emocional, talvez mais do que a mente consciente possa captar. Por exemplo, é possível reconhecer que através de pequenas ações estamos constantemente sendo colocados em experiências, que geram resultados diferentes dos esperados, o que poderíamos intitular de “frustração”.

E aí, sim, teríamos uma bela armadilha emocional, que nos privaria de experimentar um dia-a-dia com inúmeras possibilidades, resultando numa vida profissional sem-graça e com inúmeras queixas. Falar pelos cantos que a empresa não merece o talento que você tem, ou que desperdiça os potenciais e não dá espaço para crescer… (quem já ouviu isso, sabe do que estou falando), esse é um retrato vivo do que representa a utilização das emoções desfavoravelmente.

Sei que na escola ainda estamos desprovidos dessa matéria e acredito que é importante colocá-la na grade curricular para termos cidadãos do futuro. Enquanto isso não ocorre, porém, é possível utilizar outras estratégias.

Como já sabemos que todos têm inteligência emocional, o que talvez ainda seja oportuno é reconhecer que podemos aprender “como” manusear nossas emoções de acordo com os nossos objetivos. Quando você utiliza suas emoções para realizar algo melhor, sua inteligência emocional está em alta performance.

Quantos de vocês já não viveram um dia ao revés, aquele em que tudo caminha em uma direção diferente da planejada? Nessas ocasiões, porém, novamente, a sábia vida faz um convite para exercitarmos nossa inteligência emocional. Utilizando-a corretamente, conseguimos deixar esse dia, que tinha tudo para ser ruim, bom e produtivo.

Quem acessa essa capacidade terá um dia criativo e, quem sabe, até divertido. Por mais difícil que possa parecer, isso é possível. Nossa neurologia tem a magnífica aptidão de apreciar e de desenvolver novos caminhos.

Um dia ao revés, com um novo significado e uma nova maneira de gerenciar, pode garantir, além de tudo, uma longevidade, caso sua saúde também seja o seu foco. Digo isso pois, às vezes, me deparo com executivos que esqueceram que corpo e mente formam um único sistema e que zelar pelos dois é uma atribuição do gestor. Quanto mais você usa sua neurologia para diversificar, driblar situações com novas estratégias, você terá mais resiliência ao negativo e mais vigor no positivo, algo que no mercado vale muito. Inúmeras empresas investem para seus colaboradores desenvolverem essa competência e você já pode sair na frente!

Talvez você comece a se dar conta do quanto essa Inteligência é valiosa e o quanto ela depende, num primeiro momento, da sua decisão em tê-la. Costumo informar que o milagre acontece, só é importante saber que tem uma estrutura. Saber como fazer o milagre é a parte mais importante. Naturalmente, depois de você conhecer o “como” fazer para desenvolver a Inteligência Emocional, da forma que deseja.

Outro mito comum é que muitos ainda acreditam que ou têm a tal inteligência ou estão fadados a viver uma vida de tempestades emocionais. E os que pensam assim, novamente ficam presos nas armadilhas limitantes. Vamos desmistificar. Você tem tudo o que é importante para desenvolver essa habilidade. Basta fazer um percurso que facilite. Vamos exercitar alguns trajetos que impulsionam a Inteligência Emocional:

” Propósito
Desenvolvi esse exercício há nove anos e tenho utilizado no Processo de Coaching Eficaz e cursos.
O objetivo é ter um propósito para o seu dia.
Antes de sair de casa defina:

O que tenho de mais precioso na vida…..
-O que almejo hoje é……
– Para isso quero ser….

Exemplo:
O que tenho de mais precioso na minha vida é minha saúde.
O que almejo hoje é dinamismo.
Para isso quero ser uma pessoa saudável.

A cada novo dia altere seus propósitos, se forem adequados ao seu objetivo e viva sua Inteligência Emocional, realizando seu primeiro planejamento.

” Respeite o Limite
Viver com consciência dos seus limites é viver livre. Respeitar os seus limites é sabedoria, que pode ser adquirida desde muito cedo. Por isso, diante de uma situação desafiadora, avalie:

– Para que estou aqui?
– O que pretendo fazer?
– O que me trará o melhor resultado?
– O que limita meu resultado?
– O que posso fazer de diferente?
Caso seja importante, se afaste mentalmente da experiência, para definir, a partir das respostas, seus limites e ter resultados promissores.

” Construa o objetivo
Onde você quer ter os benefícios da utilização da sua inteligência emocional?
Defina o primeiro setor da sua vida ou experiência especifica em que deseja ter novos recursos com a Inteligência emocional. Isso será um combustível para imaginar, concretamente, o que o fato de ter essa aptidão trará para sua vida. E, naturalmente, instrua sua neurologia de que isso pode ser muito interessante.

Divirta-se usando a sua mente e o seu melhor favoravelmente!

Texto:Marcia Dolores Rezende
Psicóloga e Trainner Advanced em PNL.
Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Executivo.
Diretora do Instituto Saber 

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VOCÊ SABE LIDAR COM IMPREVISTOS EM UMA RELAÇÃO?

VOCÊ SABE LIDAR COM IMPREVISTOS EM UMA RELAÇÃO?

Texto:Marcia Dolores Rezende

 

PNL ajuda nos relacionamentos familiares

Desenvolver boas relações é um desejo permanente do ser humano e também o seu grande desafio. Quando consideramos os relacionamentos entre pessoas, é importante lembrar que se pressupõem todas as expectativas e valores individuais que estarão presentes nas interações.

Certamente todos têm como premissa desenvolver relações saudáveis e que forneça uma possibilidade de evolução, o que poderia ser o primeiro ponto valorizado em nossos ensaios dentro dos relacionamentos. Todos os imprevistos em uma interação serão permanentes, porque devemos levar em contar a nossa natureza repleta de intensas mudanças seja de humor sentimento, estados interno e objetivos.

PNL facilita no relacionamento nosso de cada dia 

De acordo com o método da Programação Neurolingüística, é possível escolher se iremos ou não interagir com um determinado parente. Ninguém é obrigado a nada! Isso, por mais simples que possa parecer, já facilita a interação entre as partes envolvidas sejam irmãos, filhos, pais, marido ou esposa. E, aqui, não vale colocar que é pai então o “tem que” se relacionar para sair desta armadilha de obrigatoriedades a grande pergunta que a PNL traz é:

– O que aconteceria se você não se relacionar com o seu pai?

Uma resposta possível:

– Não me sentiria bem como filha!

– As pessoas esperam isso de mim, não quero decepcionar as pessoas.

Ao responder esta pergunta na maioria das vezes, as pessoas têm a consciência de que estão dentro de uma situação porque assim escolheram. Considerando que não há o desejo de se sentir mal como filha, esta pessoa quer se sentir bem e isso a motiva se relacionar com o pai. Mesmo na segunda resposta, de não querer decepcionar, temos uma intenção de agradar para se obter algo de bom!

Perceber que ter um relacionamento depende de uma decisão individual, e de reconhecer quais são os significados que esta relação oferta, isso tudo proporciona liberdade. Então agora, você já pode reconhecer que suas relações, mesmo no âmbito familiar, acontecem por uma escolha sua e naturalmente tem significados relevantes na sua vida.

Outra contribuição que a PNL oferece para o aprimoramento dos relacionamentos é o de reconhecer que o outro tem o direito e liberdade de ser como ele quer e que, se tenho uma decisão de me relacionar, é importante saber que quanto mais colocar a atenção no que não gosto mais limitante ficará a interação.

Muitas famílias e pessoas ocupam-se em comentar, ouvir e sentir o que desagrada, como se a queixa fosse impulsionar uma mudança, esquecendo que a interação é uma experiência onde temos um espaço para nos tornamos mais flexível diante da vida, situações e pessoas.

A inflexibilidade é um anseio de que o outro pense, fale e sinta do meu jeito como uma saída mágica para todos os conflitos que habitualmente envolvem um relacionamento. Cada ser é de um jeito especial e único, ocasionando a riqueza e crescimento nas interações acionando a criatividade para encontrar pontos de equilíbrio dentro de um convívio.

Identificar as razões do outro para justificar determinado comportamento é uma estratégia poderosa da PNL. Exercita o nosso cérebro a construir caminhos diferentes e que, na maioria das vezes, ainda não havia sido trilhados. Assim como temos motivadores que vão ditar a forma de se expressar, o outro lado também tem os seus motivos.

Aqui, se abre uma visão diferente. Ao invés de colocar-se como vítima, existe um equilíbrio em identificar o que é valioso segundo a sua escolha, para novamente relacionar-se. Portanto lembre-se, você está no poder.

Em PNL estamos falando do poder sobre você mesmo, pois este é o poder mais estimulante de todos!

Texto:Marcia Dolores Rezende

Psicóloga e Trainner Advanced em PNL.
Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Executivo.
Diretora do Instituto Saber 

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QUALIDADE DE VIDA PARA VOCÊ

QUALIDADE DE VIDA PARA VOCÊ

Cérebro – Manual do Usuário com cinco lições da PNL

Texto:Marcia Dolores Rezende

Você já pensou que dentro da sua cabeça está o equipamento mais potente do seu corpo? Sim o seu cérebro. Esse equipamento maravilhoso pode transformar a sua vida e você pode aprender como fazer isso através da Programação Neurolingüística, que tem como objetivo disponibilizar o mecanismo do seu cérebro para que você possa conduzir, ou seja, identificar as programações que realizamos.

O cérebro se programa o tempo todo, só que grande parte das pessoas não tem acesso a esse mecanismo e nem tão pouco como modificá-los. Tudo o que você faz e que tem o desejo de fazer diferente nada mais é do que uma programação aprendida e a novidade é que sua neurologia tem uma capacidade de reaprender o tempo todo, principalmente esses “novos programas”

É certo de que o cérebro responde as experiências externas a partir das programações internas que desenvolve. Por exemplo, quando uma pessoa te olha de um jeito demorado e isso gera um desconforto como se fosse uma critica. Possivelmente o seu mecanismo, em algum momento da sua vida, aprendeu que aquele olhar tem um significado de critica e você só está repetindo o que aprendeu. Se mudar essa postura, logo modificará o significado que poderá ter outras respostas como interesse, curiosidade, apreciação. Naturalmente, sua sensação será muito mais agradável.

Quando você modifica o significado de uma experiência de passado o seu presente e futuro serão libertadores, pois existirão escolhas que trarão um novo comportamento, uma nova capacidade e quem sabe até novas crenças. O cérebro opta sempre pela melhor escolha, então oferecer muitas escolhas para uma experiência que antes tinha um significado traumático ou desagradável é uma forma muito inteligente de programar e desfrutar melhor da vida.

Outra informação sobre a nossa neurologia que faz toda a diferença e que o futuro também funciona como uma programação. Se voltar sua atenção para construir um amanhã negro com muitas catástrofes, naturalmente seu cérebro busca realizar o que você pensou, pois acata isso como uma programação e que é importante desenvolvê-la.

O oposto também irá funcionar, caso você decida pensar no futuro de uma forma promissora com as realizações que quer e com os sentimentos de prazer vinculado a experiência. Sua neurologia irá ter esse dado como absoluto e fará de tudo para realizar com determinação.

Lembre-se que sua mente tem a facilidade de concretizar o que você quiser, então comece a seleção com carinho das informações que a partir de agora deseja colocar em sua neurologia. Vale lembrar que nossa mente funciona a partir de estímulos que vem dos canais sensoriais: Visual, Aditivo e Cinestésico (olfato,tato e paladar).

Vamos agora desenvolver cino passos que facilitam a utilização promissora da nossa mente:

1- Lembre-se de falar o que você quer

O seu cérebro irá realizar o que você fala, a palavra tem um grande poder pelo simples fato que para compreender a palavra a neurologia concretiza. Quando falo a palavra: carro a sua mente constrói um carro sem que haja um pedido formal é natural e automático.

Então quando você fala que não quer ter dor de cabeça o seu cérebro irá dirigir toda a atenção para dor, ao passo que se você diz que quer ter uma sensação de leveza na cabeça, a sua mente já está direcionada para o seu objetivo.

2. Construa imagens que te aproximem do seus objetivos

O seu cérebro tem a agilidade e criatividade que você quiser, sim, basta construir imagens que te motivem. Como seria levantar e já imaginar como você quer o seu dia?

Isso mesmo construa o seu dia antes de sair de casa, através de imagens que representem o seu estado interno ideal para viver bem um dia.

Quando treina sua mente para isso essa habilidade fica cada vez mais no automático e torna sua vida uma experiência melhor.

3. Imagine o passado distante e fique com o aprendizado

Saber construir uma nova realidade requer um desprendimento em relação ao que o passou e principalmente as experiências que geraram desgastes, então agora imagine que o seu passado será apreciado para que o aprendizado útil fique com você no presente.

O que for importante se distanciar pode ficar atrás do seu ser bem distante como algo que faz parte de outra etapa de sua vida. Isso liberta e traz novos comportamentos.

4. Projete o futuro com entusiasmo.

Faça um projeto de futuro, pode ser para 2, 6 ou 20 anos… Independente do tempo utilize sua neurologia para ter novas programações com motivação e entusiasmo para lidar com todas as situações. Anote seus objetivos, imagine a sua frente, torne esse futuro o mais sólido possível. Esse é um grande segredo das boas programações.

5. Ao final do dia reveja o seu dia e já se programe para fazer diferente no dia seguinte ou minuto seguinte.

Uma competência fascinante do cérebro e a capacidade de regeneração e agora é útil aprender com a competência, ao vivenciar algo que deseja mudar já se imagine fazendo diferente. Imediatamente você estará aprendendo, ao passar a situação de outra maneira já se oferta um aprendizado. Muito mais interessante do que se autopunição ou culpar por ter feito algo diferente do que se esperava.

Rebobine a fita e já se perceba fazendo diferente!

Use esse manual para ter melhor qualidade de vida!

Boa sorte!

Texto:Marcia Dolores Rezende
Psicóloga e Trainner Advanced em PNL.
Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Executivo.
Diretora do Instituto Saber

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Hipnose no tratamento do câncer (Parte 2)

Hipnose no tratamento do câncer (Parte 2)
Por Luiz Vieira**

Para ilustrar como nossa mente pode influenciar positivamente nossas funções orgânicas e auxiliar na cura, reproduzo o seguinte trecho:
Como pode curar-se duas vezes e ainda morrer disso?
Lembro-me de ter lido, quando era um jovem médico, a respeito de um paciente que sofria de câncer terminal e que foi curado literalmente com uma injeção de água salgada, salina. Ele deu entrada no hospital, o corpo completamente desfigurado pelo inchaço de nódulos linfáticos malignos.
Estávamos na década de 1950, quando a medicina estava no auge do otimismo sobre a descoberta rápida de uma cura para o câncer. Os pacientes eram rotineiramente mortos ou quase mortos por doses de gás mostarda, o mesmo veneno usado em soldados nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, mas também a primeira forma tosca de quimioterapia.
Esse homem estava desesperado para receber o mais recente tratamento maravilhoso, conhecido como Krebiozen. Seu médico se desesperou por ter que desperdiçar a droga em alguém que provavelmente estaria morto antes do fim da semana. Mas, por pena, arranjou uma única dose de Krebiozen e injetou-a no paciente na sexta-feira. Ele se ausentou durante o fim de semana, acreditando que jamais veria o doente outra vez, mas ao retornar na segunda-feira de manhã, o paciente estava radiante. Todos os sinais de câncer haviam desaparecido; os nódulos linfáticos haviam retornado ao normal e ele se sentia perfeitamente bem. Perplexo, o médico lhe deu alta como curado, sabendo perfeitamente que uma única dose de Krebiozen não poderia de forma alguma ter aquele efeito em alguns dias.
Mas a história se torna mais estranha ainda. Após algum tempo, o paciente leu no jornal que os testes com Krebiozen haviam demonstrado sua ineficácia. Em questão de dias, seu câncer retornou e, mais uma vez, ele se internou no hospital em estado terminal. Seu médico não tinha nada para administrar-lhe e, assim, recorreu ao mais drástico dos placebos. Disse ao homem que ele receberia uma injeção de um “novo e aperfeiçoado” Krebiozen, quando na realidade estava aplicando-lhe nada mais do que uma solução salina.
Novamente o homem se curou em questão de dias. Pela segunda vez, saiu do hospital sem nenhuma evidência de câncer em seu organismo. A história não tem um final feliz, porque mais tarde, quando descobriu que todas as esperanças em relação ao Krebiozen haviam sido abandonadas, ele contraiu câncer linfático pela terceira vez e morreu logo em seguida.6

Podemos classificar o caso acima na categoria dos placebos, correto? Corretíssimo!
Quando os médicos e cientistas realizam testes com medicamentos em grupos de controle, onde parte recebe o medicamento e outra parte recebe o placebo, eles encontram resultados desconcertantes, pois no grupo de controle que recebe o placebo eles verificam que alguns indivíduos apresentam os mesmos efeitos de quem recebeu a medicação. À que se atribui isso, posto que muitas vezes os placebos são pílulas de farinha ou açúcar?
A única coisa que poderia ter feito o paciente alcançar os mesmos resultados de quem foi medicado é sua mente, atuando sobre seu organismo, baseada numa crença inexorável de que o medicamento real estava atuando em seu corpo. Com isso, produzia em seu organismo todo o contexto de funcionamento como se a substância química externa estivesse realmente agindo, e como o cérebro normalmente não consegue discernir entre realidade e crença… E isso já foi demonstrado por neurocientistas através de exames com eletroencefalograma e PET durante estados alterados de consciência gerados por transes hipnóticos7.
Um caso interessante, são as experiências do Dr. Simonton, um médico americano, que após um paciente seu, no final da década de 70, ter conseguido a cura de um tumor maligno na garganta, após receber o diagnóstico onde os médicos diziam ter apenas 5% de chances de sobreviver ao tratamento. Tal cura foi alcançada pelo tratamento convencional aliado a técnicas de visualização, idênticas as técnicas utilizadas por hipnoterapeutas há décadas.
Dr. Simonton, após esse episódio, dedicou-se à pesquisa da capacidade dos pacientes em auxiliar o tratamento tradicional através de sua mente, com meditações e transes hipnóticos. Fundou assim, o Simonton Cancer Center8, onde publica artigos e divulga suas pesquisas.
Com o passar inexorável do tempo, e o avanço das pesquisas acerca do cérebro humano, suas características e possibilidades, a hipnose será considerada uma ajuda poderosa no tratamento do câncer, pois age onde nenhum medicamento consegue agir: a mente humana! Essa última é, justamente, a responsável pelo gerenciamento de todas as nossas funções, através de nosso sistema nervoso.
A beleza da coisa é: o próprio corpo humano tem os meios para derrotar o câncer! Apenas precisamos encontrar o caminho de volta à saúde original, e para isso é necessário ensinar o corpo a trabalhar da melhor forma possível, e aproveitar ao máximo os estímulos que os medicamentos e os tratamentos convencionais trazem.

REFERÊNCIAS:
1- “Cientistas descobrem moléculas que podem impedir metástase”, Fonte: Agência EFE
2- “Interação entre proteínas pode evitar que câncer se espalhe – diz estudo”, Fonte: BBC Brasil
3- Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer
4- Grupos de Pesquisa – Instituto Brasileiro de Hipnologia, http://groups.msn.com/HIPNOSECLINICA/grupodepesquisas.msnw
5- Roberto Andersen – Artigo “Hipnose”, http://www.iupe.org.br/ass/psicanalise/psi-hipnose.htm
6- Dr. Deepak Chopra – “Como Conhecer Deus – A Jornada da Alma ao Mistério dos Mistérios” – Ed.Rocco
7- Lucínio, Ivonete D. e Oliveira, Lúcia Helena de – Artigo “O cérebro hipnotizado”, fonte: Revista Superinteressante
8- http://www.simontoncenter.com/


**Luiz Vieira, Bacharel em Filosofia e Pós-Graduando em Filosofia Clínica, é psicoterapeuta formado em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica pela ABPR, Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia, Hipnose Ericksoniana pelo INAp e trabalha em consultório aplicando a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Hipnose, EFT (Emotional Freedom Techniques) e Filosofia, atendendo pessoas com os mais variados sofrimentos existenciais. Integrante do Instituto anima de Desenvolvimento Humano Integral:- luizvieira.abpr@gmail.com

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Hipnose no tratamento do câncer (Parte 1)

Hipnose no tratamento do câncer (Parte 1)
Por Luiz Vieira**

Atualmente, depois de muitas pesquisas científicas, vários fatos interessantes, que auxiliam o combate ao câncer e a promoção da saúde dos pacientes, foram descobertos.
Por exemplo, cientistas espanhóis descobriram que moléculas de RNA (ácido ribonucléico) presentes em células de câncer de mama impedem a metástase de tumores malignos¹. No Reino Unido outra descoberta interessante, traz à luz do conhecimento científico uma proteína chamada TES, que através da interação com outra proteína, conhecida como MENA (que é responsável por ajudar as células cancerosas a se moverem para longe de um tumor, levando a uma metástase), bloqueia o avanço dessa segunda, evitando metástases².
Agora, vamos a uma explicação resumida do que é o câncer…

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.
Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).³

Sabemos que o responsável pelo gerenciamento de tudo o que ocorre no corpo é nosso cérebro, através do SN (Sistema Nervoso) em suas duas divisões: Sistema Nervoso Cérebro-Espinhal e Sistema Nervoso Autônomo.
Sistema nervoso cérebro-espinhal – é o iniciador da atividade muscular e regulador das nossas funções mentais e físicas. Consta de duas partes:
o Sistema nervoso central (SNC)
o Sistema nervoso periférico (SNP)
Sistema nervoso autônomo – funciona em um nível subconsciente e controla numerosas funções dos órgãos internos, inclusive a ação do coração, os movimentos peristálticos e a secreção de diversas glândulas. O sistema nervoso autônomo compõe de uma série de pequenas massas nervosas ou gânglios; por isso, também é designado sistema ganglionar. Consta de duas partes:
o Sistema nervoso simpático
o Sistema nervoso parassimpático

Sabemos também, que o cérebro é o “equipamento” através do qual a mente se manifesta. E é justamente através da mente, que podemos afetar as funções orgânicas, que são comandadas pelo cérebro e pelo SNA (Sistema Nervoso Autônomo).
Se considerarmos cada célula como um ser independente, que realiza seu trabalho específico, como uma abelha numa colméia que respeita uma organização própria maior do que sua individualidade, podemos compreender como funciona o trabalho celular no que diz respeito à inter-relação cérebro-organismo-célula.
Nenhum de nós precisa pensar para respirar, fazer o sistema digestivo digerir o alimento, fazer o coração bombear o sangue, e inclusive controlar as funções celulares de produção e eliminação, pois essas coisas respeitam a uma organização maior, independente de nossa consciência.
No entanto, mesmo que essas funções orgânicas não sejam afetadas conscientemente por nós, muitos dos estímulos que recebemos, pensamentos que produzimos, sensações que experimentamos e emoções que sentimos, afetam profundamente nosso organismo físico; seja acelerando os batimentos cardíacos, aumentando nosso ritmo respiratório, aumentando a produção do suor, causando tremores, afetando a temperatura, a produção de determinadas secreções glandulares e substâncias neuroquímicas.
Então, como podemos negar o enorme efeito que a mente, em seus níveis, consciente e inconsciente, possui sobre o funcionamento de funções orgânicas? Negar isso, é dizer que emoções não afetam nosso estado físico, pensamentos não alteram o funcionamento de nosso organismo.
Alguns cientistas já afirmam que nosso cérebro não consegue distinguir o que é lembrança, experiência real e imaginação. As fibras musculares que são ativadas quando fazemos um exercício, são as mesmas ativadas quando imaginamos vividamente que realizamos o mesmo exercício.
Sabemos que a dor também precisa ser interpretada pelo nosso cérebro para que possa ser registrada como dor e causar os incômodos conhecidos. Mas, e se comandarmos nosso cérebro para, ao registrar tais estímulos, não registrá-los como dor em determinado local? É possível isso, e não é a toa que vemos cirurgias, assim como tratamentos odontológicos, sendo realizados sem anestesia.
Mas o que a hipnose tem a ver com tudo isso?
A Hipnose otimiza e maximiza os resultados em qualquer tratamento. Sua ação induz a um relaxamento que, sem a necessidade de transes profundos, tranqüiliza e reeduca o ritmo orgânico, produzindo saúde. Podemos dizer, simplificadamente, que Saúde é o estado de harmonia entre mente, corpo e meio ambiente. O corpo humano, para realizar suas funções e responder aos estímulos vivenciais satisfatoriamente, mantém, naturalmente, um estado permanente de tensão. Contudo, quando essa tensão eleva-se, ocorre o estresse, quando não cuidado pode chegar à depressão, que impede o bom funcionamento do organismo, produzindo doenças, diminuindo a resistência imunológica, gerando desequilíbrio metabólico e acelerando o envelhecimento corpóreo.
Muitas doenças regridem e são completamente extintas com o tratamento hipnótico. Há grupos de pesquisa que são exclusivamente voltados para pesquisas nessas áreas, onde tratam pacientes com câncer, AIDS, depressão, diabetes e hipertensão, com grande sucesso. Isso só para citar os casos mais sérios. Há casos, inclusive, de portadores do vírus HIV, que após cerca de 6 meses de tratamento, ao realizarem o exame novamente, foi constatado que a carga viral estava zerada, como relatado pelo Prof. Luiz Carlos Crozera, presidente do Instituto Brasileiro de Hipnologia e criador da Hipnose Condicionativa, de SP. Na Universidade de Londrina, por exemplo, o Estomatologista, Prof. Dr. Pedro Carlos F. Tonani leva a cabo pesquisas sérias, com pacientes com câncer de boca, por exemplo, com grande sucesso nos tratamentos4.
As possibilidades que a hipnose traz, nos mais diversos tratamentos, são tantas, que ela ainda é quase que inteiramente desconhecida, já que ainda não podemos mensurar a capacidade de nossa mente e de que forma esta última pode afetar nosso estado físico e as funções orgânicas. O conhecimento que temos de hipnose está sempre seguindo de perto o conhecimento que temos da mente humana, e a cada nova descoberta em uma área, certamente afeta e contribui nas pesquisas da outra.
Sabemos que ainda há muita incompreensão do que é, verdadeiramente, a hipnose e como ela funciona, e a causa dessa incompreensão deve-se aos vários mitos que surgiram ao seu redor, mormente devido aos hipnotizadores de palco e alguns mistificadores.
Alguns profissionais levantam o fato do Dr. Sigmund Freud ter usado a hipnose por pouco tempo, logo depois abandonando-a, e atribuem à isso uma ineficácia da técnica. No entanto, devemos levar em consideração que a hipnose clássica, que está focada em poucos métodos que não se adaptam ao modus operandis do paciente, não contribui para uma boa eficácia, sem contar que Dr. Freud, além de não ser um exímio hipnólogo5, também possuía dificuldades na fala, após o câncer que o afetou profundamente.
Se formos levar em conta o trabalho de Milton H. Erickson, psiquiatra americano que renovou completamente os métodos da hipnose, dando origem à hipnose moderna, denominada hipnose Ericksoniana, podemos notar que seu sucesso com os pacientes era estrondoso. Ele inclusive chegou ao ponto de afirmar que toda e qualquer pessoa é hipnotizável, algumas mais facilmente e outras nem tanto, tendo maiores ou menores variações de acordo com a capacidade do hipnoterapeuta.
Sendo assim, qual seria o maior objetivo da hipnose?
Promover o bem-estar e a saúde do paciente utilizando recursos próprios do mesmo, recursos que muitas vezes são desconhecidos do paciente por estar tão focado em seu problema que precisa de ajuda profissional para ser direcionado corretamente. Nesse ponto, chegamos à classificação da hipnose, como atenção concentrada e focada em uma única idéia, direcionada para o alívio e cura de seus transtornos.
De posse dessas afirmações, e após muitas experiências realizadas pelos profissionais que trabalham com hipnose, podemos colocar que:
” O sistema imunológico pode ser profundamente estimulado durante estados alterados de consciência (transe hipnótico), onde o cérebro recebe ordens para melhorar o funcionamento desse sistema;
” A produção de determinados tipos de células pode ser estimulada através de induções realizadas durante transe hipnótico;
” A eliminação de determinados tipos de células também pode ser estimulada, durante o transe hipnótico;
” Todas as funções orgânicas podem ser estimuladas ou diminuídas através da ação do cérebro que recebe induções hipnóticas durante o transe terapêutico: respiração, batimentos cardíacos, irrigação sanguínea, produção de secreções, e etc.
Com isso, a hipnose é uma poderosa técnica, que pode ser aliada aos tratamentos tradicionais no tratamento do câncer, tais como: quimioterapia, radioterapia e etc. E ela pode tanto auxiliar na diminuição de tumores malignos, ajudando o corpo a combater as células cancerosas, fortalecendo o sistema imunológico, diminuindo os incômodos e efeitos colaterais da quimioterapia, ajudando no controle da dor, diminuindo ou até mesmo eliminando completamente esta última, auxiliando no humor do paciente, e uma miríade de coisas.

Continua.


**Luiz Vieira, Bacharel em Filosofia e Pós-Graduando em Filosofia Clínica, é psicoterapeuta formado em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica pela ABPR, Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia, Hipnose Ericksoniana pelo INAp e trabalha em consultório aplicando a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Hipnose, EFT (Emotional Freedom Techniques) e Filosofia, atendendo pessoas com os mais variados sofrimentos existenciais. Integrante do Instituto anima de Desenvolvimento Humano Integral:- luizvieira.abpr@gmail.com

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Como saber si você necessita atualizar seu treinamento de PNL

Como saber si você necessita atualizar seu treinamento de PNL

“A Programação NeuroLingüistica se define formalmente como o estudo da estrutura
da experiência subjetiva e o que podemos calcular disto. Usar as mesmas receitas
predefinidas com todos os grupos é ir contra a definição que a PNL da de si mesma”
(Gabriel Guerrero)

Adaptado e traduzido por Jimmy L. Mello 

Texto Orinigal: Gabriel Guerrero, da sociedade Latino-americana de PNL.

Infelizmente existem muitas pessoas envolvidas com a PNL que não atualizaram sua formação. Muitos deles nem sequer questionaram algumas idéias evidentemente questionáveis.
Em minha opinião alguns treinadores atuam basicamente como ‘papagaios’ que repetem ‘palavra por palavra’ o que alguma vez escutaram sem parar para pensar se tinha sentido aquilo que escutaram, ou se existia a possibilidade de melhorar o modelo original.
O Dr. Richard Bandler continua evoluindo e segue reavaliando as coisas que ele já ensinou. Deixando de lado algumas idéias, modificando algumas outras e adotando novas idéias . Desde a década de 80 abandonou algumas idéias, adotando novos conceitos e atuando a partir destes novos paradigmas… na década de 90 continuou evoluindo e assim continua já no século 21. Si você ainda tem seus conceitos sobre PNL como se ensinava na década de 70 é preciso atualizar-se. Por isso apresento aqui uma forma de determinar se você está ou não atualizado:
.
Você precisa atualizar -se :
( )1. Si ainda acredita que as pessoas SÃO visuais, auditivas o Sinestésicas.
( )2. Si ainda acredita que TEM que estabelecer rapport em qualquer interação humana.
( )3. Si ainda acredita que NÃO deve usar a palavra NÃO.
( )4. Si ainda acredita que ‘não’ (nunca) deve perguntar: Por qué?
( )5. Si ainda acredita que TEM que ter pelo menos 3 alternativas ou estará limitado. (Pergunte-se
quais duas outras opções você tem diante desta idéia).
( )6. Si não sabe que as palavras (partindo dos adjetivos e dos advérbios) modificam as
submodalidades facilmente.
( )7. Si no sabes que ‘excelência’, ‘congruência’, ‘liberdade’ ou ‘êxito’ são nomenclaturas, quer dizer
processos convertidos em substantivos e que na realidade essas ‘coisas’ não existem.
( )8. Si ainda acredita que quando alguém diz ‘nunca’ você ‘sempre’ deve responder perguntando,
nunca?
( )9. Si ainda acredita que quando alguém diz “me sinto mal” você deve perguntar especificamente
como o que?
( )10. Si ainda acredita que modelar é copiar o reproduzir o que alguém faz.
( )11. Si ainda acredita que ‘ser congruente’ é ser como ‘alguém’ ou ‘a sociedade’ diz que deve ser.
( )12. Si não sabe o que são as ancoras deslizantes, os encadeamentos de estados ou que
constantemente você está ancorando aos outros e a você mesmo.
( )13. Si ainda acredita que PNL é u m ramo da psicologia e pensa que suas bases estão na psicologia
ou no trabalho de psicólogos.
( )14. Si não sabe reconhecer nos outros algumas submodalidades apenas por observar-los e/ou
escuta-los, sem a necessidade de perguntar.
( )15. Si não sabe que existe na PNL um modelo de trabalho corporal (baseado principalmente em
Moshe Feldenkrais).

Estes são apenas 15 pontos mas há muitos mais … lembre-se que a PNL é relativamente nova e continua
evoluindo e corrigindo-se, desta forma se você respondeu sim a pelo menos 3 das perguntas acima está na
hora de atualizar-se. Continua no próximo mês.

Adaptado e traduzido por Jimmy L. Mello de Gabriel Guerrero, da sociedade Latino-americana de PNL.

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Aprendendo a Arte da Modelagem

“A Modelagem do comportamento envolve a observação e o mapeamento dos processos bem-sucedidos que formam a base de algum tipo de desempenho excepcional.” Robert Dilts

Um trem em miniatura, um mapa da localização das estações de trem mais importantes ou a tabela de horário dos trens, são todos exemplos de diferentes tipos de modelos possíveis de um sistema ferroviário.
O seu propósito é simular algum aspecto do sistema ferroviário real e fornecer informações úteis para lidar melhor com este sistema. A partir desta visão, delimitamos o valor fundamental de qualquer modelo é a sua utilidade.
A utilidade do processo de modelagem do comportamento é identificar os elementos essenciais de pensamento e de ação exigidos para produzir a reação ou um resultado desejado. Em oposição ao fornecimento de dados puramente correlatos ou estatísticos, o “modelo” de um comportamento particular precisa fornecer uma descrição do que é necessário para realmente alcançar um resultado similar.

Um guia prático de PNL aplicada

By Jimmy Mello (org.)

Como fazer um Projeto de Modelagem

“Um modelo é apenas uma metáfora mais ou menos sofisticada para compreender uma parte do mundo.”Steve Andrea

Aula 1 Introdução
As seções seguintes resumem mais de dez anos de experiência de modelagem. Nós pretendemos manter atualização e ampliação destas notas. Por favor revisite este local e deixe-nos sua opinião e resultados. Todas as novas contribuições serão adicionadas e creditadas.

Aula 2: Aprendendo a fazer um Projeto de Modelagem pela primeira vez 
Aula 3: Definindo um Projeto de Modelagem
Aula 4: Organização 1: Preparando-se para fazer um Projeto de Modelagem
Aula 5: Organização 2: Juntando Informação e Construindo um Modelo
Aula 6: Organização 3: Testando Seu Modelo

Aula 2 Aprendendo a fazer um projeto de modelagem

Se esta é sua primeira tentativa de fazer um projeto modelagem, lembre-se, seu objetivo primário é ficar familiarizado com os fundamentos de modelagem em PNL, e tudo o que você conseguir a partir disto será conseqüência secundaria.
Lembre-se também que até que o processo esteja completo você não conhecerá o que é a Modelagem.
A evidência que você alcançou seu modelado, virá de quatro formas, cada uma demonstrando um nível de competência mais alto.

Mas o MÍNIMO é que você:

(1) Demonstre que você adquiriu o modelo do “modelado”, o que o habilitará a:

– Especificar, planejar e implementar seu projeto de modelagem

– Juntar informações destinadas ao resultado do projeto

– Construir e documentar um modelo com a informação recolhida.

– Testar a efetividade do modelo para reproduzir os resultados desejados.

(2) Tenha aprendido a modelar, o que faz com que você.

PREFERIVELMENTE você consiga usar o modelo que construiu para reproduzir resultados semelhante ao seu modelado.

CONCEBIVELMENTE, você demonstrará que você pode criar uma aproximação que permita as outros a adquirir seu modelo e facilita-los a reproduzir o mesmo..

NO FINAL DAS CONTAS, você demonstrará que qualquer um pode reproduzir resultados semelhante ao seu modelado..

Por que Modelar? 

“Modelar é o portal de entrada ao vasto e armazém da experiência humana e suas habilidades, ao mesmo tempo em que promove o acesso a qualquer um a tal chave.”
David Gordon e Graham Dawes 

Para o indivíduo que procura modelagem, isto significa que:

-Ele terá acesso a uma gama nova e ilimitada de experiências e habilidades.


-Uma habilidade crescente para trazer essas mesmas experiências e habilidades a outros. 


-Uma melhor compreensão da estrutura que está por baixo das experiências e comportamentos não desejados, de forma que você possa saber exatamente o que mudar nessas experiências e comportamentos.


-Flexibilidade já-crescente em suas experiências e respostas. 

Aprendendo a Modelar 

“Modelar e aprender a modelar são processos altamente sistêmicos. Modelagem é um tipo de aprendizado, e aprender a modelar é semelhante a “aprender a aprender”. Penny Tompkins

  1. Você perceberá muito rapidamente que a modelagem é um processo altamente interativo. O que quer dizer que os resultados de cada de atividade, podem modificar seu sucessor. Por exemplo:

    Imaginemos que eu tenha decido o que exatamente eu desejo modelar. Isto vai determinar a informação que eu devo colher de meu primeiro exemplar (modelado) em grande parte, e meu aprendizado com esta informação significa meu resultado. O resultado revisado e organizado da aprendizagem com o primeiro modelo me darão uma nova base de informação a ser colhida de meu segundo exemplar, e assim por diante.

    Devemos aprender a estar confortáveis com o que chamarei de “o não-saber”, pois de fato há uma grande quantidade de informação e prestar atenção ao cerne, especialmente no princípio de um projeto de modelagem, é um pré-requisito básico para se tornar um bom modelador. 

    O que constitui um projeto de modelagem? 

    Em geral, uma metodologia ou tecnologia em desenvolvimento possui partes muito úteis que, ainda assim, parecem não se encaixar. Foi preciso muito tempo para que os físicos percebessem como a luz (e a ótica) poderiam ser descritas como uma parte do espectro de radiação eletromagnética e, eles ainda estão tentando compreender de que maneira a gravidade e a eletromagnética estão relacionadas.
    Na PNL existem diversos diferentes modelos: ancoragem, ressignificação, sistemas representacionais, estratégias, submodalidades, “partes”, posições perceptivas, etc. e, raramente fica claro, por exemplo, exatamente que submodalidades formam uma parte, onde uma “parte” aparece numa seqüência de estratégias, ou como a ressignificação pode ser entendida como ancoragem. À medida que progredirmos no aperfeiçoamento da nossa compreensão, essas relações ficarão mais claras.
    Você precisa então escolher um tópico onde você tenha total acesso suficiente a seus modelados.

    E você precisa se lembrar que seu propósito primário é o de demonstrar que está aprendendo a modelar, o projeto e os meios primários pelos quais você adquirirá aquela aprendizagem e então poderá demonstrar sua aprendizagem.

    Como um mínimo, você precisa ao final poder modelar padrões de: 

    1-Comportamento externo

    2-Estados internos

    3-Processos internos

De fato você deve já gter percebido modelagem em suma é um processo de tomar para analise um evento complexo, ou uma série de eventos, e dividi-lo(s) em pequenas partes suficientes para que o evento possa ser recapitulado de alguma maneira, para posteriormente ser reproduzido em iguais situações. O propósito da modelagem comportamental é criar um mapa ou “modelo” deste comportamento que pode ser usado para reproduzir ou simular algum aspecto deste desempenho por qualquer um que esteja motivado a fazer isso.

Continua …

Próxima aula:

Definindo um Projeto de Modelagem

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O Agente estressor AE e o Treinamento Autógenico para Biofeedback

O Agente estressor AE e o Treinamento Autógenico para Biofeedback 
Jimmy Mello e Roberto Lopes 

Imagine se você pudesse conduzir seu cérebro para que ele curasse as suas doenças sem precisar de medição? Parece pura ficção científica, uma tecnologia que ainda levará anos para ser desenvolvida, não é mesmo? Mas ao contrario do que você pensa essa técnica já está disponível para as pessoas, inclusive aqui no Brasil: chama-se biofeedback.

Biofeedback é um termo criado na década de 60 por vários neurocientistas da época, que estudavam respostas do sistema nervoso a diferentes tipos de estímulo. O termo foi criado através da fusão de “bio” – vida em grego – e “feedback”, que significa “retroalimentar” em inglês. Esse nome foi proposto porque os neurocientistas concluíram que os animais, em especial os mamíferos, possuem um sistema de modulação das suas funções, que funciona através de uma retroalimentação. Ou seja: os comandos feitos pelo sistema nervoso, que se convertem em respostas funcionais do organismo, também são percebidos pelas terminações nervosas sensitivas, gerando novos estímulos nervosos, que podem modificar essas mesmas respostas funcionais. Assim o nome biofeedback significa os “sistemas de retroalimentação dos seres vivos”, e particularmente os do homem.

O corpo e o coração trabalham para adaptarem-se a qualquer tipo de ação de uma agente estressor (AE).
Logo após uma ação do agente estressor (AE), a resistência torna-se baixa, recobrando a sua força gradativamente. Contudo, se a pessoa se expõe ao AE por longo período, o trauma e cansaço tornam-se maiores, e se por acaso, surgir um novo AE neste momento, ocorrerá uma reação ao estresse muito maior.
Se o estresse for moderado, a reação será leve, mas se o AE for demasiadamente grande, ou, se as medidas para a sua resolução forem tomada de uma maneira incorreta, a reação ao estresse será intensa, podendo causar até alguma doença. Mas o inverso também acontece; a exposição ao estresse contínuo, provoca um aumento demasiado da resistência imunológica, causando uma reação alérgica ou a Doença Articular Reumatóide, que é uma doença que destrói os seus próprios tecidos. Há relatos de diminuição no tamanho do tumor ou até o seu desaparecimento, após orientação de relaxamento aos pacientes com câncer. Deduz-se que, o relaxamento ativou o funcionamento do sistema imunológico e as células Killer destruiram as células tumorais. Acreditando nesse tipo de recuperação, vamos aprender a técnica para o controle do estresse, é a Terapia Autogénea foi desenvolvida no início do século XX pelo psiquiatra e neurologista Doutor Johannes Schultz (1884-1970).

Schultz foi profundamente influenciado pela investigação do Professor Oscar Vogt, um psiquiatra que dedicou a sua vida à medicina psicossomática, àquilo que chamava o “problema mente-corpo”. Vogt notou que os pacientes ao praticarem exercícios verbais simples para induzir a hipnose, relatavam um estado de bem estar assim como sensações de peso e sensações agradáveis de calor. Sintomas como por exemplo, dores de cabeça, fadiga e ansiedade tinham tendência a desaparecerem.

Schultz questionou sistematicamente se seria possível atingir um estado similar sem hipnose, dirigindo simplesmente a atenção para sensações de peso e calor nos membros superiores e inferiores. Descobriu que era possível em determinadas circunstâncias, utilizando a concentração passiva em combinação com formulas verbais simples.

Em 1932, Schultz publicou a primeira edição da Terapia Autogénea (Treino Autogéneo) que detalhava as aplicações clínicas das seis fórmulas autogéneas que, ainda hoje, formam o núcleo da Terapia Autogénea.

O método foi introduzido em Inglaterra em 1978 e a British Association for Autogenic Training and Therapy (BAFATT) foi fundada em 1984 tendo sido o seu nome modificado para o actual, British Autogenic Society (BAS), em 1999.
A Terapia Autogénea é praticada em muitos países do mundo, em particular na Europa e no Japão.

Pesquisadores que estudam biofeedback desenvolveram um sistema de transformação dos estímulos captados pelos aparelhos em cores e ruídos que facilitam o paciente a saber o momento que consegue relaxar e melhorar seus parâmetros fisiológicos. Durante a sessão de biofeedback o médico ainda ensina técnicas de relaxamento ao paciente e vai ajudando-o a avançar no controle do seu estresse.

O biofeedback tem sido usado com sucesso no tratamento de várias condições como dor crônica, fibromialgia, hipertensão arterial, enxaqueca, epilepsia, ansiedade, distúrbios alimentares (anorexia e bulimia), arritmias cardíacas, descontrole de esfíncteres (incontinência urinária ou fecal), insônia, bruxismo, cervicalgia, alcoolismo, prisão de ventre e seqüelas neurológicas de lesão na medula espinhal.

Assim que perceber um agente estressor gerador de um desconforto, tente resolvê-lo antes que a reação a este estresse torne-se maior.

Boa resolução: tentar solucionar a situação positivamente.
1) esforçar-se para tentar resolver o problema
2) solucionar um problema por vez
3) procurar soluções conversando com outras pessoas.

Má resolução: fugir do problema evitando pensar sobre o assunto.
1) culpar as outras pessoas pelo seu problema
2) sobrecarregar-se sem dividir o problema com outras pessoas
3) fugir para um comportamento não produtivo como: alcoolismo, fumo, alimentação exagerada, jogos, agressão, enclausuramento

A técnica de Treinamento Autógenico simplificada

(1) Relaxamento muscular progressivo (Relaxar os músculos repentinamente)
Veja a ilustração abaixo. Primeiro contraia todos os músculos do corpo, fortemente.
Mantenha-se deste jeito por aproximadamente 20 segundos. Em seguida, relaxe-se,
abruptamente. É importante perceber que os músculos que estavam contraídos,
ficaram bem relaxados.

(2) Treinamento autogênico (Método de auto-hipnose desenvolvido pelo médico psiquiatra Dr. Schulz)

Regras do exercício
Fórmula básica: respiração do tipo abdominal (os sentimentos ficam bem calmos).
1-Sinta como que se os seus braços e pernas estivessem bem pesados. (Começar o
treino pelo braço que mais utiliza)
2-Sinta como que se os seus braços estivessem quentes (imaginar o local quente).
3-O coração bate serenamente.
4-A respiração está bem leve.
5-A barriga está quente.
6-A testa está fresca.
Resolução : abrir os olhos lentamente flexionando e estendendo os braços. (não é
necessário fazê-lo antes de dormir).

(3) Imagem
Deixar gravado imagens de sua preferência: paisagem, lembrança, cheiro, cor e
reproduzí-las na sua mente com os olhos fechados, ouvindo silenciosamente. A imagem chegará de uma maneira agradável e o deixará bem disposto.
(4) Música
Quando for relaxar, convém escutar uma música tranquila para potencializar o seu
efeito. Procure uma música do seu agrado. Por exempo: música para relaxar : Ária na Corda Sol (J.S.Bach) música quando está depressivo : Finlândia (Sibelius) música para animar : Dança do Sabre (Khachaturian)

Recomendamos o Cd Autogenic Training – de Claudia Leyh, ele guia o passo a passo para a cura Autogênica. (em inglês).

Bibliografia para leitura 

Aivazyan, T. e col. (1988) Autogenic Training in the Treatment and Secondary Prevention of Essential Hypertension: Five Year Follow-up. Health Psychology, 7 (Suppl) 201-208.

Carruthers, M. (1985) Health Promotion by mental and physical training. British Journal of Holistic Medicine, 1(2) pp 142-147

Kermani, K.S. (1987) Stress, emotions, autogenic training & Aids. British Journal of Holistic Medicine, 2 pp 203-215

O’Moore, Harrison, Murphy e Carruthers (1983) Psychosomatic aspects in idiopathic infertility: Effects of treatment with Autogenic Training. Journal of Psychosomatic Research, 27, pp 145-151

Schultz, J & Luthe, W. (1969) Autogenic Therapy, Vol 1-6. Grune & Stratton, New York

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O que faz um bom neurolinguista?

O que faz um bom neurolinguista?

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Há algum tempo atrás, alguém me fez uma pergunta muito interessante, sobre a qual eu tenho pensado muito, desde então: “Qual é a diferença entre alguém que usa a PNL num grau médio de habilidade e alguém que a usa num grau elevado?” Acho que existem muitas repostas a essa pergunta, e tenho algumas idéias para tentar respondê-la.

Acho que alguém que usa os métodos da PNL excepcionalmente bem tem muitas maneiras de agregar todas as habilidades e técnicas dentro de uma simples estrutura abrangente de compreensão. Uma estrutura universal fornece base sólida para coletar informações e responder criativamente, mesmo quando um determinado método ou técnica não funcionar, e outros se tornarem ineficazes ou confusos.

Dividindo e Unindo

Tem-me sido muito útil pensar naquilo que faço em termos de “divisão” ou “junção”. Divisão é o processo de separar dois aspectos de uma experiência, que estejam juntos. Por exemplo, no processo de fobia, os sentimentos desagradáveis são separados da memória visual da experiência traumática. No processo do perdão, certas idéias ou significados que a pessoa tem sobre o perdão (por exemplo o perdão destina-se a outra pessoa, ou perdoar significa desculpar o ato prejudicial) precisam ser separados da experiência do perdão antes que a pessoa esteja disposta a perdoar.

Unir é o processo de juntar dois elementos que foram separados, na experiência da pessoa. Em qualquer processo de integração de âncoras, como a “mudança da história pessoal”, duas experiências diferentes são unidas no mesmo momento do tempo.

Naturalmente, em muitas intervenções, a divisão e a junção ocorrem simultaneamente. Na ressignificação de conteúdos, um significado antigo é separado da experiência ao mesmo tempo em que uma nova significação lhe é atribuída:

Todas as nossas experiências têm uma estrutura complexa, formada por camadas sobrepostas de semelhanças (união) e diferenças (divisão) percebidas. Ao mudar uma experiência, estamos sempre mudando a percepção ou a compreensão da semelhança ou diferença, e isso vai resultar numa mudança de resposta.

Se você acha que lhe seria útil aprender como pensar nesses termos universais, será de grande auxílio pegar um exemplo de qualquer método de PNL que você conheça e examiná-lo cuidadosamente para determinar , em cada passo, o que está sendo dividido e o que está sendo unido. Quanto mais você o fizer, tanto mais isso se tornará uma maneira automática de pensar, que pode orientar o seu trabalho.

Seqüência

Outra forma abrangente de compreensão é que toda nossa experiência é uma seqüência interminável de pequenos eventos, um conduzindo ao outro numa sucessão rápida. Na verdade, não temos “experiências” ou “problemas” ou “soluções”, o que temos é um estado de experiência, problemas ou soluções. Quando alguém diz que tem um “problema” de “relacionamento”, está isolando um pequeno evento dentro de uma seqüência, e pensando nele como se fosse uma “coisa” fixa. Quando respondo que compreendo haver algum aspecto do qual ele não gosta em sua relação com essa pessoa, minhas palavras são um convite para começar a pensar nisso como um processo em mudança, mais do que em algo fixo ou imutável.

Quando alguém pensa num “problema”, geralmente o representa como uma imagem imóvel. Pedir-lhe, simplesmente, que essa imagem se transforme em um filme do evento pode representar uma intervenção profunda, porque isso vai recuperar a seqüência completa da qual o problema é apenas uma pequena parte. O filme dará muito mais informações do que a imagem parada e, freqüentemente, essas informações são muito úteis para se chegar a uma solução. E, uma vez que a imagem do filme já está em movimento e mudando, é muito mais fácil introduzir mudanças adicionais úteis do que se fosse uma imagem fixa.

Combinando-se a idéia de fazer uma união com a seqüência, nós percebemos que dois eventos podem ser unidos simultaneamente, ou seqüencialmente, um após o outro. Então, quando queremos mudar a experiência problemática de alguém para algo com mais recursos e mais útil, temos três escolhas fundamentais a respeito da combinação do “estado do problema” e do “estado de recursos”… Nós podemos combiná-los simultaneamente em algum momento do tempo, ou podemos dar recursos seqüencialmente, imediatamente antes ou imediatamente depois que o problema ocorre.

Cada escolha terá um resultado um pouco diferente, que é difícil descrever em palavras, mas pode ser facilmente experimentado. No método básico conhecido como “mudança da história pessoal”, nós ancoramos um estado de problema e um estado de recurso. Dependendo de nosso tempo e do gatilho das âncoras, nós podemos combinar os estados simultaneamente, criando um estado de integração, ou podemos criar uma seqüência na qual o estado de recurso preceda ou siga o estado de problema.

Se o recurso for dado posteriormente ao estado de problema, a pessoa tem que experimentar primeiro o desconforto do estado de problema, e depois a solução possibilitada pelo estado de recurso. Embora isso funcione, não é muito elegante, e deixa a pessoa experimentando repetidamente um breve desconforto.

No entanto, se o estado de recurso preceder a situação difícil, a pessoa nem sequer vai experimentá-la como um problema. Na verdade, isto é o que a maioria de nós experimenta milhares de vezes por dia, sem mesmo notá-lo. Todos os dias nós enfrentamos uma miríade de tarefas, desde procurar as chaves do carro na bolsa até falar com alguém ao telefone, ou ler um artigo como este. À medida que tivermos recursos comportamentais robustos para lidar com essas situações, não as consideraremos como problemas. Mas se fôssemos ainda criancinhas, muitas dessas tarefas representariam problemas insuperáveis. A construção de recursos disponíveis antes que ocorra um problema potencial é muito mais criativa e agradável do que o uso dos recursos disponíveis para remediar as coisas depois que o problema ocorre e, é claro, essa é a razão porque planejamos com antecedência e temos instituições educacionais, etc., para nos prepararem para os desafios da vida.

Qualificadores Cognitivos

Alegremente, John McWhirter descreveu um exemplo lingüístico fascinante e sutil de como a mente pode ser ajustada previamente para responder de uma maneira particular que, tristemente, outros não notaram antes. Um “qualificador cognitivo” é um advérbio de “comentário” que aparece no início de uma sentença ou frase referente a um estado cognitivo ou emocional, como “alegremente” ou “tristemente” na sentença anterior. O qualificador cognitivo prepara a mente para responder de uma maneira específica a qualquer palavra que apareça depois dele.

A fim de experimentar esse efeito, pense numa sentença descritiva ordinária como: “A árvore verde está sendo iluminada pela luz do sol” ou “Eu estou sentada diante da escrivaninha” e imagine-se dizendo essa sentença para si próprio…

Agora, imagine-se dizendo exatamente a mesma sentença, mas precedida pela palavra “tristemente”, e note como isso muda sua experiência…

Depois diga a mesma sentença, mas precedida pela palavra “alegremente” e, novamente, preste atenção à sua experiência…

Os qualificadores cognitivos dirigem nossa mente para pensar nos aspectos da experiência especificados pelo tipo de qualificador usado.

Imagine como seria sua esposa se você iniciasse cada sentença, e cada pensamento, com a palavra “infelizmente” ou “lamentavelmente.” Essa é uma maneira muito eficaz para entrar em depressão, e algumas pessoas realmente fazem isso! Ao contrário, imagine como seria sua esposa se cada sentença ou frase fosse precedida por “felizmente” ou “afortunadamente.”

É compreensível que possamos nos sentir incongruentes sobre o uso do qualificador “alegremente” em alguns eventos desagradáveis, mas felizmente existe um recurso alternativo. Tanto “tristemente” como “alegremente” se referem a estados emocionais, e a maioria das emoções são avaliadoras, lidam com o agradável e o desagradável, o positivo ou o negativo. Esses qualificadores de avaliação às vezes parecerão inadequados para o conteúdo de um determinado pensamento ou sentença.

Existe um conjunto de estados cognitivos/emocionais bastante diferentes, e que não apresentam aspectos negativos ou desagradáveis.

Curiosamente, todos eles se situam ao redor de um estado de interesse, curiosidade, atenção ou compreensão: “interessantemente”, “curiosamente”, “surpreendentemente”, “compreensivelmente”, etc. Algo desagradável pode ser tão interessante quanto algo agradável – o estado de interesse ou fascinação, em si mesmo, é sempre positivo e agradável. Você provavelmente nunca ouviu ninguém queixar-se por ser curioso. “Ah, eu tive uma grande curiosidade ontem – foi horrível!”

Uma vez que esses qualificadores cognitivos milagrosamente nunca têm estados negativos a eles associados, eles realmente são recursos universais, que podem ser usados com qualquer experiência. E, uma vez que um estado de curiosidade ou interesse é um excelente estado de recursos para o aprendizado e a mudança, essa espécie de qualificador cognitivo é um estado maravilhoso a ser usado no início, para que se possa compreender e processar uma dificuldade.

Por exemplo, pense em alguma experiência em sua vida que você descreveria como um problema ou dificuldade, e forme uma sentença simples para descrevê-la, como: “Eu odeio quando as pessoas não cumprem suas promessas.” Diga essa sentença para si próprio, e note como você a representa internamente…

Agora, diga a mesma sentença para si próprio, mas precedida da palavra “Interessantemente”, ou “Curiosamente”, ou “Compreensivelmente”, e preste atenção a como essa palavra muda sua experiência…

A maioria das pessoas experimenta mudanças sutis e profundas, porque a atenção é retirada de quão desagradável é o problema, e dirigida para o interesse e curiosidade sobre como ele acontece, ou como pode ser compreendido – um estado de prontidão e ânsia de aprender. Imagine como seria sua vida se todas as frases e pensamentos começassem com “Interessantemente” ou “Compreensivelmente”.

Isso pode ser muito interessante quando usado como um “retrocesso” com o cliente. Quando um cliente descreve um problema, você pode retornar sua afirmação, começando com “compreensivelmente”, ou outro qualificador que tenha a ver com curiosidade e aprendizado, e observe as mudanças não verbais que indicam que ele está pensando sobre o assunto de uma maneira mais tranqüila e útil.

Um aspecto muito importante dos qualificadores cognitivos é que eles criam um mundo universal e partilhado, um significado que abrange a nós dois. É muito diferente de dizer “Eu acho isso interessante”, ou “Você acha isso interessante?”, casos em que há uma separação ou diferença aparente entre nós. Quando eu digo “interessantemente”, essa expressão estabelece um significado que simplesmente existe e é tido como normal, e que nós dois experimentamos juntos, sem a separação entre eu e o outro que muitas pessoas muitas vezes sentem. Isso transcende o rapport, porque o rapport pressupões a diferença que ele interliga.

Surpreendentemente, por meio de um poderoso estado de interesse e curiosidade, muitos “problemas” simplesmente se esvaem à medida que a atenção se desvia de quão desagradável são esses problemas para simplesmente aprender de que maneira eles existem e funcionam, e o que podemos fazer para mudá-los. Mesmo quando eles não desaparecem, é um ponto muito mais útil por onde começar a trabalhar em direção à compreensão e à solução. Interessantemente, a idéia de que tudo na vida é uma escola na qual temos lições a aprender é muito antiga e particularmente centrada em tradições espirituais. Não sei se isso é verdade ou não, mas é uma reorientação muito poderosa para nossa vida como um todo, que a torna muito mais fácil e agradável, tanto para nós mesmos como para os outros.

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* Steve Andreas, com sua esposa Connirae, tem estudado, ensinado e desenvolvido a PNL – Programação Neurolingüística por mais de vinte anos. Eles são autores ou editores de diversos livros e artigos de PNL. Endereço: NLP Comprehensive, 12567 W. Cedar Dr., Suite 102, Lakewood Co 80228.

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ASSERTIVIDADE – A VERDADEIRA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA

ASSERTIVIDADE – A VERDADEIRA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA 

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É a Nós que nos compete escolher em cada momento, que tipo de comunicação pretendemos estabelecer com aqueles com quem nos cruzamos diáriamente, e ao longo de toda uma vida. A nossa vida é feita de relações de todos os tipos: as profissionais, as de amizade, as de amor, as de companheirismo, as relações com aqueles que designamos, os “conhecidos”, e com quem, provavelmente não temos uma relação demasiado íntima ou próxima, embora estabeleçam também, elos de ligação energética connosco, no dia-a-dia.

Por vezes há circunstâncias em que é preferível ser-se “passivo” ou “passivo-agressivo” em vez de enveredar pelo processo complexo da comunicação assertiva. Quando o desafio não tem para nós uma importância emocional merecida, e é completamente menor para o nosso desenvolvimento, por exemplo a ponto de nem sequer merecer tempo nem atenção, é perfeitamente legítimo ser-se “passivo” e aceitar um “insulto”, ou deixarmo-nos “manipular” sem reagir.
Pelo contrário, nas situações absolutamente importantes para Nós, para o Bem-Estar da nossa essência e existência, e para as relações que nos são queridas e queremos alimentar e preservar, é indispensável reflectir que tipo de comunicação queremos abraçar.
A comunicação assertiva é certamente a mais promissora, ecológica e eficaz.

Há por exemplo outro tipo de situações que são urgentes e de grande perigo para a nossa sobrevivência em que é legítimo e normal agirmos como se fossemos um Exército. Ou seja, sermos “(mais ou menos agressivos)” ou darmos “Ordens” sem qualquer tipo de explicação.

 O mais importante é, porém, sabermos que, temos sempre várias opções. E que, PODEMOS ESCOLHER EM CONSCIÊNCIA, A QUE MELHOR SE ALINHA COM A NOSSA ESSÊNCIA E COM OS NOSSOS VALORES.

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